Escrita a andar

Não estou esse tempo todo sem produzir, mas estou batendo cabeça ainda. Razão? Acho que “perdi” pouco tempo para delinear melhor a minha protagonista. Erro crasso de escritor iniciante. Melhor: ansiedade para mergulhar logo na história por que me apaixonei tão logo ela me veio à cabeça. Mas acho que Léa está sendo reerguida com…

Sobre o narrador

Escrevo para dizer que já decidi que o narrador da obra será um narrador em terceira pessoa que dialoga com a protagonista, Léa – a mãe da família em questão. Léa será meu centro, meu eixo, sempre ladeada por esse narrador onisciente, quase um Grilo Falante de Léa e de suas dúvidas e aflições.

O começo

Iniciar um livro demanda paciência, técnica e tempo. Começar algo tão importante não pode ser com pressa: os primeiros passos de uma obra devem ser decisivos para que o leitor continue ou não sua leitura. A primeira frase, o primeiro parágrafo, a primeira página, o primeiro capítulo devem ser encantadores e dizer por que aquela…

Os bois

Vou dar nome aos bois (esta entrada do diário de escrita será reescrita diversas vezes, à medida que novos personagens surgirem para compor a teia). NÚCLEO CENTRAL Pai: Álvaro, chamado de Cardoso no trabalho. Brasileiro, pais portugueses, fugidos do salazarismo. Calado, emburrado. Meta: proteger a família e seu emprego. Mãe: Léa, dona de casa. Nascida…

Quem vai contar a história?

Uma das preocupações mais danadas: quem será o narrador dessa história? Em terceira ou primeira pessoa? Ou em segunda? Primeiro de tudo, há dois dramas. O primeiro é o desaparecimento do filho de 17 anos (ninguém ainda tem nome). O segundo é o desmonte, o esfarelamento dazquela família, daquele casamento, sempre lembrando que em 1977…

“Quando tocamos a sombra”: considerações sobre a sinopse preliminar

Temos uma família composta por quatro membros. Quanto ao enredo, o que o amarrará será o desaparecimento do filho, ligado à descoberta de que o pai, antes entendido como um simples funcionário público, era sabedor dos meandros daquela unidade do regime militar. Um sentimento de “traição” entre marido e mulher. Os personagens ainda serão mais…

Proposta Inicial: título de nova obra

Pensei em um título preliminar “Quando tocamos a sombra. “Quando tocamos a sombra” se passa em agosto de 1977 e conta a história de uma família (papai, mamãe e filhinha de 13) que, retornando de férias em Cabo Frio, encontra o apartamento arrombado, com tudo remexido, dando a entender que foi arrombado. O filho mais…

Novidade – 2 de 2

O meu romance de estreia, Patagônia Babilônia, ganhou uma segunda edição com capa nova e revisão feita pelo autor com muito carinho.

Novidades – 1 de 2

O volume de contos “Essa coisa toda rosa” já está disponível para venda aqui no site. Vá para a aba “Livros” e faça o seu pedido.

Processo criativo

Janeiro de 2019 tem sido um período produtivo. Além de ter começado a escrever um novo livro (um romance histórico passado no século XIX ainda sem título), participei de um evento no MAMM (Museu de Arte Moderna Murilo Mendes), patrocinado pela LeiaJF, em que eu e mais dois escritores (Aldenor Pimentel e Artur Laizo) conversamos…