Proposta Inicial: título de nova obra

Pensei em um título preliminar “Quando tocamos a sombra.

“Quando tocamos a sombra” se passa em agosto de 1977 e conta a história de uma família (papai, mamãe e filhinha de 13) que, retornando de férias em Cabo Frio, encontra o apartamento arrombado, com tudo remexido, dando a entender que foi arrombado.

O filho mais velho, de 17, que tinha viajado com amigos a um acampamento na Ilha Grande e já deveria estar de volta, não retorna e não dá notícias. Com o tempo, eles perceberão que, envolvido com política estudantil, o adolescente será mais um desaparecido da ditadura.

Além disso, com a bagunça deixada pelos bandidos (que depois eles percebem serem agentes do governo em captura do filho), vários documentos, antes escondidos pelo pai, ficam à mostra, revelando que ele, o pai, não era um simples funcionário público, como afirmava monotonamente, mas um ex-professor de português do estado, agora agente que trabalhava na revisão dos relatórios de prisão e tortura do regime.

A partir daí, a dinâmica da família se altera e tudo acontece. O casamento é abalado pela falta de confiança da mãe no pai, que lhe escondeu tanto tempo em que de fato trabalhava. A filha de 13 vive os abalos próprios da idade e responde a seu modo.

Não tenho mais personagens acessórios, sempre úteis em uma narrativa. Acho que, com o desenrolar do planejamento, surgirão.

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