Novas verdades, um único amor

Resenha: “Novas verdades, um único amor”, de E. E. Soviersovski

Novas verdades, um único amor – E. E. Soviersovski

Quem nunca? Quem nunca, quando era pequeno, imaginou que um dia chegaria ao nosso planeta um ser superior, olharia para você e diria: “Você é especial, é o Escolhido. Venha comigo!” ?

Ora, na nossa desimportância atávica de humanos, somos sempre assemelhados aos pequenos e aos medianos, jamais aos “superiores”. Por isso existia aquela utopia pessoal de ser o Escolhido (You are the one), de ser importante para um mundo, um país, uma cidade ou uma pessoa. Particularmente eu jamais fui escolhido por ninguém de outro planeta ou com poderes especiais, como um Harry Potter nascido em Niterói na década de 1960. Sim: Harry Potter foi um Escolhido de Hogwarts! Ele vivia sua vidinha sob aquela escada de um mediano sobrado londrino quando de repente chega a notícia de que ele era filho de dois bruxos porretas e que era aguardado pelo mundo bruxo para restabelecer de uma vez por todas o bem como padrão, em vez do mal, desejado pelo inominado mas ainda ameaçador Voldemort.

O que isso tem a ver com o livro do título?, você pode se perguntar.

Tudo.

O livro de E. E. Soviersovski engana. O título e a capa dizem menos, muito menos daquilo que ele traz em seu interior. Vejam: o título ilude, pois imaginamos que vamos encontrar um romance romântico na melhor tradição diabética de Nora Roberts (nada contra, mas é muita glicose por centímetro cúbico). Engano: é uma ficção científica que envolve (sim!) romance, viagens interplanetárias, traições, espionagens, sequestros, torturas, reviravoltas, vilões siderais, uma dose não desprezível mas deliciosa de “hot” e uma escrita vibrante e bem conduzida por uma linguagem que não deixa beiradas e conduz o leitor da primeira à última página sem querer largar.

Alessandra é o nome da protagonista. Ela não sabe, mas é uma híbrida (filha de uma humana com um senóriahn (habitante do planeta Drah Senóriah), que traz dentro de si um segredo que poderá salvar o planeta natal de seu pai, um cientista de nome Ross que pesquisa uma substância que será fundamental para a manutenção de seu planeta.

Alessandra imagina-se, como Harry Potter, uma pessoa sem graça em uma vida sem graça. Eis que surge Yan, um gostosão de Drah Senóriah (lá eles são como nós: dois braços, duas pernas etc.) que lhe diz que não, Alessandra, você é super especial, não sabe mas carrega um enigma que irá salvar o meu planeta e eu, além de estar absolutamente encantado por você, preciso levá-la para o meu planeta.

Ufa!

Ele a leva. Sim. Mas eu paro por aqui. Spoiler só se me embebedarem.

(O que não é tão difícil assim, mas dadas as circunstâncias, ser alcoolizado à distância fica mais complicado)

O final do livro é vibrante, com cenas de ação e alguma violência, uma reviravolta de tirar o fôlego e um epílogo que, para a felicidade dos leitores, acena para uma continuação.

Fica a dica.

Para dias em que você se sentir mediano demais, humano demais ou chato demais, pegue esse livro, leia essa história.

E, quem sabe, sinta-se um especial entre medíocres.

Resenha: “Novas verdades, um único amor”, de E. E. Soviersovski

Quem nunca? Quem nunca, quando era pequeno, imaginou que um dia chegaria ao nosso planeta um ser superior, olharia para você e diria: “Você é especial, é o Escolhido. Venha comigo!” ?

Ora, na nossa desimportância atávica de humanos, somos sempre assemelhados aos pequenos e aos medianos, jamais aos “superiores”. Por isso existia aquela utopia pessoal de ser o Escolhido (You are the one), de ser importante para um mundo, um país, uma cidade ou uma pessoa. Particularmente eu jamais fui escolhido por ninguém de outro planeta ou com poderes especiais, como um Harry Potter nascido em Niterói na década de 1960. Sim: Harry Potter foi um Escolhido de Hogwarts! Ele vivia sua vidinha sob aquela escada de um mediano sobrado londrino quando de repente chega a notícia de que ele era filho de dois bruxos porretas e que era aguardado pelo mundo bruxo para restabelecer de uma vez por todas o bem como padrão, em vez do mal, desejado pelo inominado mas ainda ameaçador Voldemort.

O que isso tem a ver com o livro do título?, você pode se perguntar.

Tudo.

O livro de E. E. Soviersovski engana. O título e a capa dizem menos, muito menos daquilo que ele traz em seu interior. Vejam: o título ilude, pois imaginamos que vamos encontrar um romance romântico na melhor tradição diabética de Nora Roberts (nada contra, mas é muita glicose por centímetro cúbico). Engano: é uma ficção científica que envolve (sim!) romance, viagens interplanetárias, traições, espionagens, sequestros, torturas, reviravoltas, vilões siderais, uma dose não desprezível mas deliciosa de “hot” e uma escrita vibrante e bem conduzida por uma linguagem que não deixa beiradas e conduz o leitor da primeira à última página sem querer largar.

Alessandra é o nome da protagonista. Ela não sabe, mas é uma híbrida (filha de uma humana com um senóriahn (habitante do planeta Drah Senóriah), que traz dentro de si um segredo que poderá salvar o planeta natal de seu pai, um cientista de nome Ross que pesquisa uma substância que será fundamental para a manutenção de seu planeta.

Alessandra imagina-se, como Harry Potter, uma pessoa sem graça em uma vida sem graça. Eis que surge Yan, um gostosão de Drah Senóriah (lá eles são como nós: dois braços, duas pernas etc.) que lhe diz que não, Alessandra, você é super especial, não sabe mas carrega um enigma que irá salvar o meu planeta e eu, além de estar absolutamente encantado por você, preciso levá-la para o meu planeta.

Ufa!

Ele a leva. Sim. Mas eu paro por aqui. Spoiler só se me embebedarem.

(O que não é tão difícil assim, mas dadas as circunstâncias, ser alcoolizado à distância fica mais complicado)

O final do livro é vibrante, com cenas de ação e alguma violência, uma reviravolta de tirar o fôlego e um epílogo que, para a felicidade dos leitores, acena para uma continuação.

Fica a dica.

Para dias em que você se sentir mediano demais, humano demais ou chato demais, pegue esse livro, leia essa história.

E, quem sabe, sinta-se um especial entre medíocres.

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